domingo, 17 de novembro de 2024

Uns dois telescópios

Uns dois telescópios
Luís Carlos de Morais Junior
Autopoesiagrafia.blogspot.com

Este livro que estou escrevendo num blog na internet é a Autobiografia Poética
Assim como escrevi a minha Autobiografia Alquímica chamada Ergon e Parergon em três volumes
Neste e em alguns outros versos eu falo sobre minha relação com a escola e o colégio,
Tratam-se de memórias virtuais da minha experiência porque se eu fosse escrever
A teoria da educação que proponho seria um texto gigantesco, o que aliás faço um pouco
Nas obras A Autoeducação e o Século 21 e O Pedagogo de Si – Educação e Filosofia;
(Na verdade nem tão megalítico assim, porém, muito mais específico)
Por exemplo, uma coisa que me intriga é a proposta que se faz de que estudar seria decorar;
O que eu na verdade fiz, umas duas vezes na minha experiência de Estudante do Coração:
Uma quando compus uma musiquinha pra fixar os nomes dos rios do Estado da Guanabara
(Isso quando a Cidade Maravilhosa cabia dentro do Estado da Guanabara que é ela mesma)
Que iam cair na prova e que eu precisava saber de cor por algum motivo esotérico,
Quando eu estava na quarta série e até hoje sei a música de cor e sei também os nomes dos rios;
Na outra vez eu tinha uns catorze ou quinze anos e tinha descoberto a Língua Grega
Porque nos livros do Monteiro Lobato muitas vezes ele explicava as raízes que formam
Uma palavra constituída de vocábulos gregos como por exemplo "telescópio",
Na qual "tele" significa "longe"; "skopos", observação, e "skopein", observar;
Então eu fui na biblioteca pública do Méier onde eu morava procurar pelas palavras
Helênicas no Dicionário Grego-Português de Isidro Pereira; no entanto, não consegui entender nada,
Porque as palavras daquela língua clássica estavam escritas com outro alfabeto
Que eu não conhecia e aí eu resolvi ir à Livraria Eldorado na Praça Saens Peña
E comprei a Gramática Grega, de António Freire, S. J., publicada na cidade do Porto,
Pela Livraria Apostolado da Imprensa, em 1971, Quinta Edição;
E resolvi ainda aprender Grego Ático Clássico, pra isso fazendo uma ficha
Com o alfabeto grego, que é a origem do nosso, e com ela nas mãos,
Fiquei andando pela casa, tapando a ficha, repetindo, olhando de novo,
Até decorar as letras uma por uma; foi legal, uma das duas vezes em que eu decorei algo;
Todavia, ao lado dessas duas experiências mui profícuas, a minha teoria sobre Educação
É que aprender tem muito pouco a ver com decorar, menos ainda com o inútil-alienante "Paulo Freire",
Aprender é vivenciar, é amar, é procurar, é querer, é poder, é realizar

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