Não diria arquetipais, porque o lugar comum do arquétipo
Não se trata de mentira, mas virou uma superficialidade;
Eles usam imagens do mar, do rio, da selva, das cidades
Medievais ou da Renascença; também dos deuses homéricos
E os mitos principais; e os motivos animais e vegetais;
Mesmo o grande hermetista do século XX Fulcanelli
Trata mais de construções, arquiteturas, relevos,
Esculturas, pinturas, e, às vezes, literatura;
É ele e depois seu aprendiz Eugène Canseliet que mostram
O gigante Alquimista que é de Cyrano Bergerac;
Antes eu tinha lido a peça de Rostand, tanto a original
Quanto as dúzias de filmes e desenhos fazendo paráfrase;
Fulcanelli contudo me fez ler as obras às claras
De Hector Savinien de Cyrano de Bergerac:
História Cômica dos Estados e Impérios da Lua
E História Cômica dos Estados e Impérios do Sol;
Sim, Fulcanelli está certo, nosso poeta espadachim
É sim um Adepto de valor e de verdade.
Ele usa outros símbolos, com sua invenção ciclópica,
Que não se parecem com os tantos da natureza e da cultura
Que a Assembleia dos Filósofos Químicos evoca.
Aí venho eu
No século 21
Chegando na janela e olhando uma camionete
Correndo pela Estrada em alta velocidade
Meus olhos se atraem por ela
Que traz na caçamba seis cadeiras de um forte vermelho
E outras seis do mais elétrico branco,
Que são feitas de plástico
E que eu vejo como um símbolo
No sentido de que abre uma porta
Uma ponte
Um elo de conexão com o espírito;
Isso porque o símbolo não é uma bobagem
O símbolo é uma máquina
Viagem





